e foram sonhos de paixão desesperada.
Acordei sem ar infinitas vezes
e em todas elas repudiava o amor
que -indevidamente-
não me foi dado.
Amaldiçoei tua casa,
teus pares,
tuas gerações futuras,
passadas...
Te desejei desgraças:
doenças,
fracasso,
sumiços na Poupança.
Te fadei à solidão.
Quis tua morte.
Maldisse nosso encontro,
desejei o reencontro
que é pra expulsar,
excomungar,
me libertar
pra que nada mais me toque
pra que nada mais me lembre
pra que nada mais me faça sentir você.
...
"mas se tu me escrevesse
uma carta me pedindo pra voltar;
[...] amor da minha vida,
eu iria e nunca mais ia te deixar."