Ontem te vi e não reconheci.
Estranho porque depois de tudo, não éramos nós.
Como conhecidos distantes que se encontram no meio da avenida em horário de pico, nos cumprimentamos quase como por educação.
Parados na multidão que atropelava, sofremos com os tombos dos desconhecidos que, pouco a pouco, afastavam corpos que n'outros carnavais desafiariam todas as leis da física e permaneceriam unidos em meio àquele mar de gente.
Dos beijos trocados por conveniência, das promessas sobre encontros futuros que eu sei, nós sabemos: jamais acontecerão, ficaram as perguntas sobre em qual ponto da estrada nos perdemos. Da despedida indiferente, o reconhecimento do adeus que dissemos com os olhos. E como folhetos que são descartados na primeira cesta de lixo, partimos.
sábado, 30 de novembro de 2013
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Sobre conselhos: [1]
Enquanto me perco na memória
dos abraços que nos (con)fundem
e do teu cheiro encruado
nos vincos dos meus lençóis,
Cícero sussurra em meu ouvido
que ainda faz um tempo bom
pra desperdiçar comigo.
dos abraços que nos (con)fundem
e do teu cheiro encruado
nos vincos dos meus lençóis,
Cícero sussurra em meu ouvido
que ainda faz um tempo bom
pra desperdiçar comigo.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Sobre o caminho que não deves esquecer;
Enquanto você não chega
meus dedos trilham - em meu corpo -
os caminhos que você costumava fazer
que é pra não deixar desculpas
eliminar atalhos
e evitar atrasos nessa tua volta.
meus dedos trilham - em meu corpo -
os caminhos que você costumava fazer
que é pra não deixar desculpas
eliminar atalhos
e evitar atrasos nessa tua volta.
sábado, 16 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
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