Ontem te vi e não reconheci.
Estranho porque depois de tudo, não éramos nós.
Como conhecidos distantes que se encontram no meio da avenida em horário de pico, nos cumprimentamos quase como por educação.
Parados na multidão que atropelava, sofremos com os tombos dos desconhecidos que, pouco a pouco, afastavam corpos que n'outros carnavais desafiariam todas as leis da física e permaneceriam unidos em meio àquele mar de gente.
Dos beijos trocados por conveniência, das promessas sobre encontros futuros que eu sei, nós sabemos: jamais acontecerão, ficaram as perguntas sobre em qual ponto da estrada nos perdemos. Da despedida indiferente, o reconhecimento do adeus que dissemos com os olhos. E como folhetos que são descartados na primeira cesta de lixo, partimos.
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