segunda-feira, 4 de maio de 2015

quatro de maio (ou sobre sempre ficar)

Sorriso de canto,
olhar de "não quero",
um trago mais fundo
e meu gozo nas mãos.

A saia amarrada,
os pés já descalços
e depois que me arrasta,
me cospe seus "não's".

Me vira a cabeça,
aperta meu peito,
me nega o já feito
e me manda partir.

Mas volta chorosa,
gatinha manhosa,
me abraça e me diz:
tua casa é aqui.

Então eu fico.

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