Num fim de tarde no Campo Grande, esperando o café na padaria
que conhece todos os nossos segredos,
que conhece todos os nossos segredos,
teu nome ecoou entre as xícaras e os pratos vazios.
Meus ouvidos souberam de ti;
Meus ouvidos souberam de ti;
boatos, burburinhos, as velhas histórias
onde teu nome imperava sobre todos os outros.
onde teu nome imperava sobre todos os outros.
Me disseram que você havia engordado, pintado o cabelo, feito tatuagens
mas que teus olhos continuavam negros como a noite em que nos encontramos pela primeira vez.
Quis te ligar pra falar de mim, dos acidentes,
Quis te ligar pra falar de mim, dos acidentes,
problemas, problemas, problemas,
você adorava dizer que eu os buscava com o tesão que nunca tive por ti.
Pobre engano.
Quis ler as revistas que você esqueceu e que há meses habitavam em minha mochila, cantar as partituras no tom de sua voz e depois levá-las em sua casa
Pobre engano.
Quis ler as revistas que você esqueceu e que há meses habitavam em minha mochila, cantar as partituras no tom de sua voz e depois levá-las em sua casa
só por pretexto pra te olhar de perto,
olho no olho, cheiro com cheiro,
juntar minha angústia e sua dor, ouvir Gal até você me mandar trocar o vinil.
As noites passam mais devagar quando não tenho teu nome
pra me cobrir os olhos.
pra me cobrir os olhos.
Os dias passam mais rápido quando não tenho em mim o peso de ter você.
Entre um trago e outro do cigarro que ainda tento me adaptar,
amaldiçoando o novo preço do Malrboro,
busco consolo pensando que não ficamos juntas
porque nosso caso sempre foi maior que tudo isso,
bento a ponto de não suportar nossa vaidosa pequenez.
bento a ponto de não suportar nossa vaidosa pequenez.
Pecado não foi te querer, Beatriz.
Pecado foi ter ido embora.
Pecado foi ter ido embora.
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