terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Sobre cafés tão frios quanto nós.
O café esfriou e você não veio. Nem ao menos respondera o bilhete pregado à geladeira. Sem caixa-postal, e-mail, ICQ, sinal de fumaça. NADA! Não apareceu sequer pra reclamar das minhas malas nunca desfeitas ou do retrato que ainda não tirei da cabeceira. Não chegou bradando em protesto às janelas não fechadas e da chuva que molhou teu vestido no varal. Não veio me ouvir dizer que preciso de você nessas minhas urgências desesperadas de madrugada. Do teu remédio, tua droga. É esse teu feitiço de cigana que atormenta e me faz querer-te outra e mais uma vez na cama que, você sabe, sempre foi tua. Preciso dos teus rodeios, das flores que jorram dos teus sorrisos, das pontas dos teus pés, dos meus dedos desenhando caminhos pelo teu corpo. É abstinência que só você cura, meu amor.
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