saudade
de você sentir
saudade.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
sábado, 30 de novembro de 2013
Sobre encontros e panfletos amassados:
Ontem te vi e não reconheci.
Estranho porque depois de tudo, não éramos nós.
Como conhecidos distantes que se encontram no meio da avenida em horário de pico, nos cumprimentamos quase como por educação.
Parados na multidão que atropelava, sofremos com os tombos dos desconhecidos que, pouco a pouco, afastavam corpos que n'outros carnavais desafiariam todas as leis da física e permaneceriam unidos em meio àquele mar de gente.
Dos beijos trocados por conveniência, das promessas sobre encontros futuros que eu sei, nós sabemos: jamais acontecerão, ficaram as perguntas sobre em qual ponto da estrada nos perdemos. Da despedida indiferente, o reconhecimento do adeus que dissemos com os olhos. E como folhetos que são descartados na primeira cesta de lixo, partimos.
Estranho porque depois de tudo, não éramos nós.
Como conhecidos distantes que se encontram no meio da avenida em horário de pico, nos cumprimentamos quase como por educação.
Parados na multidão que atropelava, sofremos com os tombos dos desconhecidos que, pouco a pouco, afastavam corpos que n'outros carnavais desafiariam todas as leis da física e permaneceriam unidos em meio àquele mar de gente.
Dos beijos trocados por conveniência, das promessas sobre encontros futuros que eu sei, nós sabemos: jamais acontecerão, ficaram as perguntas sobre em qual ponto da estrada nos perdemos. Da despedida indiferente, o reconhecimento do adeus que dissemos com os olhos. E como folhetos que são descartados na primeira cesta de lixo, partimos.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Sobre conselhos: [1]
Enquanto me perco na memória
dos abraços que nos (con)fundem
e do teu cheiro encruado
nos vincos dos meus lençóis,
Cícero sussurra em meu ouvido
que ainda faz um tempo bom
pra desperdiçar comigo.
dos abraços que nos (con)fundem
e do teu cheiro encruado
nos vincos dos meus lençóis,
Cícero sussurra em meu ouvido
que ainda faz um tempo bom
pra desperdiçar comigo.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
domingo, 17 de novembro de 2013
Sobre o caminho que não deves esquecer;
Enquanto você não chega
meus dedos trilham - em meu corpo -
os caminhos que você costumava fazer
que é pra não deixar desculpas
eliminar atalhos
e evitar atrasos nessa tua volta.
meus dedos trilham - em meu corpo -
os caminhos que você costumava fazer
que é pra não deixar desculpas
eliminar atalhos
e evitar atrasos nessa tua volta.
sábado, 16 de novembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
terça-feira, 29 de outubro de 2013
segunda-feira, 28 de outubro de 2013
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Hoje você não apareceu e eu senti sua falta. Estranho, né? É, acho que você é estranho mesmo e nem sei dizer ao certo se é culpa do jeito sério com que você me olha ou da forma que não sei dizer, carinhosa, que beija os olhos no meio de uma conversa. Talvez seja um pouco de cada coisa. Mais estranho que tudo, é eu estar aqui escrevendo sobre sua estranheza e sobre a falta que senti. Acho que você não vem hoje, sabia? Queria te dizer que eu teria gostado se você tivesse vindo e que sorrio quando penso isso.
Ouvi uma notificação no chat e olhei super rápido torcendo que fosse você.
Não era.
Ouvi uma notificação no chat e olhei super rápido torcendo que fosse você.
Não era.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Andei pensando durante essas minhas caminhadas de fim de tarde, que nossa relação sempre foi unilateral. Você pode até me perguntar o porque e dizer que eu sou louca e sim, meu bem, eu sou. E nessa minha loucura, entrava e saia de mim, desesperada em busca de uma luz, fagulha que fosse, pra acertar de uma vez por todas o maldito caminho que você nunca me apontou, e que, tola, buscava às cegas enquanto passavas por mim, inerte em si mesmo sem ao menos reparar todo o estardalhaço que fazia em volta pra que você me notasse: fogos de artifício, balões, bandinhas, cartazes em neon e os memorandos que você nunca memorou. Permanecia longe, absorto num nível que eu não ultrapassava. Era outro plano além do meu. Uma capsula, um espaço que eu não alcançava, meu amor, porque sua mão nunca se estendeu de encontro a minha e ainda que eu gritasse e implorasse, minha voz não seria ouvida porque teus ouvidos nunca foram meus. Nem qualquer outro pedaço. E olha que nem exigiria tantos porque ando exageradamente carente e qualquer migalha tua seria recebida como bênção. Qualquer resto de prato, qualquer sobra de atenção e a vontade de me punir quando caio em consciência, machuca na mesma intensidade de quando lembro do quanto nossa história só existiu em mim e você levava a vida indiferente ao que acontecia aqui dentro.
Eu inteira me fazia de meras tentativas, passos em falsos e beiras de abismos nunca saltados. De vazios dos carinhos não dados e das carícias que nunca foram recebidas. Do grosso da pele que descamava, meu bem, porque não recebeu teu toque e da língua que se recolheu tímida depois da longa espera da tua, que nunca veio.
E andando por aí, recolho retalhos nas esquinas em que em ti e por ti, me desfiz.
Eu inteira me fazia de meras tentativas, passos em falsos e beiras de abismos nunca saltados. De vazios dos carinhos não dados e das carícias que nunca foram recebidas. Do grosso da pele que descamava, meu bem, porque não recebeu teu toque e da língua que se recolheu tímida depois da longa espera da tua, que nunca veio.
E andando por aí, recolho retalhos nas esquinas em que em ti e por ti, me desfiz.
terça-feira, 13 de agosto de 2013
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Sobre distâncias e casacos esquecidos.
"Esqueci minha boca no teu corpo
Pensei que isso te faria meu
Usei de artifícios, gastei meus truques
Depois, quem escapou fui eu"
Apertava a bolsa como se como se segurasse um mundo de possibilidades entre às mãos.
O telefonema, sua voz indiferente e o recado quase não dado interromperam o chá das cinco e me trouxeram de volta ao velho prédio, à velha escada, pro tapete diante tua porta e aquela maldita sensação de quem não sabe como agir. Era como se estivesse à beira de um penhasco e uma matilha de lobos famintos atrás de mim. Entre morrer ou morrer, só me cabia escolher a forma mais digna.
Quem diria que um casaco esquecido atrás da porta do quarto me colocaria depois de meses, à tua frente. Abençoadas sejam essas falhas da memória, que mais parecem medidas preventivas, tratando de provocar encontros futuros. O fato é que estava ali, na eternidade entre o tocar da campainha e o você aparecer, abrir a porta de camisola e reclamar do meu cigarro. Me convidou à entrar como quem convida o montador de móveis.
- Senta, vou buscar teu casaco.
Não sentei.
Ainda à porta, olhei em volta e percebi que tudo ainda estava no mesmo lugar. Ri de deboche pensando o quanto era irônico o apartamento permanecer tão igual, enquanto as coisas entre nós estavam completamente diferentes. Quis entrar, quebrar suas coisas, te xingar e apagar o cigarro na tua cara. Vomitar minha dor no teu tapete, cuspir verdade no teu rosto e não me importar em limpá-lo depois. Mas... Te ver voltando, amarrando o cabelo completamente indiferente à minha presença, fez meu estômago despencar com o peso da consciência de que jamais voltaríamos a ser como antes.
Peguei o casaco e te vi fechar a porta sem se importar se metade mim permanecia lá dentro.
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