no dia do fim do mundo
o céu chorou.
um velho sábio me disse na curva da avenida sete que sete vezes teu nome ecoaria em trombetas
e na parede do meu quarto
sete palmos abaixo do abajur
descansaria em paz
a fé cega
que sete vezes esteve em corda bamba.
sete corpos espalhados no caminho,
sete ruas trancadas.
sete espadas de ogun
atravessadas em teu peito,
sete heresias.
sete chaves da porta
que pela última vez te viu chegar
e te viu partir,
e no capacho desgastado
os sete passos dos teus pés
repousaram mansos
no ir e vir das mudanças,
das roupas esquecidas
e no café requentado
pra te assistir partir
pela sétima vez.
nas sete juras
em sete dias
o apocalipse previsível
se concretizou
o outdoor desabou a sete metros de altura,
e por sete metros o grito ecoou.
as sete letras do teu nome
sete vezes apagadas
de minha pele.
no dia do fim do mundo
você morreu
pra eu renascer.
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