quarta-feira, 4 de outubro de 2017

três de outubro.

(ainda escrevo um livro sobre os teus ombros)


nos corredores que ainda te espreito, me dissolvo nos indícios de tua presença.
outra vez reparo na boca
que insiste em não pintar
e relembro o beijo que quase nunca aconteceu.
as palavras de querer;
todas desenhadas no caminho que minha língua faz pronunciando o teu nome,
expostas no cartaz de meu olhar
que tímido,
encontra o teu
que me sorri de volta,
escapam entre as frestas
dos meus dentes quando,
outra vez,
meus olhos repousam
sobre os teus ombros.

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